Clássicos da Literatura Brasileira

Olá pessoal!

Como prometido … trago um pacote com 59 obras clássicas da literatura brasileira. Veja a lista dos livros contidos no arquivo zip. O link para o download está logo abaixo da lista.

Aluísio de Azevedo – A Mortalha de Alzira
Aluísio de Azevedo – Casa de Pensão
Aluísio de Azevedo – O Cortiço
Aluísio de Azevedo – O Mulato
Álvares de Azevedo – Macário
Álvares de Azevedo – Noite na Taverna
Álvares de Azevedo – Poemas Malditos
Bento Teixeira – Prosopopéia
Bernardo Guimarães – A Escrava Isaura
Camille Adorno – A Arte da Capoeira
Camille Adorno – Marcados para Morrer
Cláudio Manuel da Costa – Poemas
Cruz e Sousa – Broquéis
Cruz e Sousa – Faróis
Cruz e Sousa – O Livro Derradeiro
Domingos Olímpio – Luzia Homem
Euclides da Cunha – Os Sertões
Franklin Távora – O Cabeleira
Franz Kreüther Pereira – Painel de Lendas e Mitos da Amazônia
Gonçalves de Magalhães – Suspiros Poéticos e Saudades
Gonçalves Dias – I Juca Pirama
Inglês de Souza – O Missionário
Joaquim Manuel de Macedo – A Luneta Mágica
José de Alencar – A Pata da Gazela
José de Alencar – Cinco Minutos
José de Alencar – Diva
José de Alencar – Encarnação
José de Alencar – Iracema
José de Alencar – Lucíola
José de Alencar – O Guarani
José de Alencar – Senhora
José de Alencar – Ubirajara
José de Alencar – Viuvinha
Lima Barreto – A Nova California
Lima Barreto – Clara dos Anjos
Lima Barreto – Histórias e Sonhos
Lima Barreto – Marginália
Lima Barreto – Os Bruzundangas
Lima Barreto – Recordações do Escrivão Isaías Caminha
Lima Barreto – Triste Fim de Policarpo Quaresma
Machado de Assis – A Mão e a Luva
Machado de Assis – Casa Velha
Machado de Assis – Dom Casmurro
Machado de Assis – Esaú e Jacó
Machado de Assis – Memorial de Aires
Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas
Machado de Assis – O Alienista
Machado de Assis – Quincas Borba
Manuel Antônio de Almeida – Memórias de um Sargento de Milícias
Martins Pena – O Juiz de Paz da Roça
Martins Pena – O Noviço
Pe. Antônio Vieira – Sermão da Sexagésima
Pe. Antônio Vieira – Sermão II – Maria Rosa Mística
Pe. Antônio Vieira – Sermão III – Maria Rosa Mística
Pero Vaz de Caminha – A Carta
Raul Pompéia – O Ateneu
Tomás Antônio Gonzaga – Cartas Chilenas
Tomás Antônio Gonzaga – Marília de Dirceu
Visconde de Taunay – Inocência

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR

Abraços

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TETRIS

Peças coloridas das mais variadas formas, não são restritas à jogos de montar. Elas também inspiram belos móveis, que deixam sua casa com a aparência de um cenário de video-game. Estante Tetris I Estante Tetris II Estante Tetris III Mesa … Continue lendo

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Facebook x Wikileaks

NEH ??

..

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SPACE INVADERS

Space Invaders é o projeto de de vídeo 2 do “GAME OVER Project”, dirigido pelo artista suíço Guillaume Reymond (NOTsoNOISY agência criativa).

Esse vídeo em stop-motion gravado e dirigido durante e para o ”Belluard Bollwerk Internacional” festival (Fribourg, Suíça | www.belluard.ch ) em 2006 24 de junho.


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Nova Música Lady Gaga

  1. Remix de uma música do próximo álbum de Lady Gaga, “Born This Way”, usado no desfile do estilista Thierry Mugler, o qual ocorreu ontem em Paris.

    Quanto ao álbum, ele só chegará às lojas no dia 23 de maio. Resta-nos aguardar.

 

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Vampire Weekend – BRASIL

Setlist de um show do Vampire Weekend.

Será a mesma dos shows no Brasil?

Setlist de um show do Vampire Weekend. Será a mesma dos shows no Brasil?

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Casamento gay no BRASIL

Casamento gay tem tudo para ser aprovado no Brasil em fevereiro. Entenda tudo aqui

De forma discreta, quase silenciosa, tramita no Supremo Tribunal Federal, o órgão máximo do poder judiciário brasileiro, um processo movido pelo governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral que pede mudanças na lei do casamento para que homossexuais também possam se casar judicialmente. O pedido do governador foi feito em 2008 e é simples: ele pede que os funcionários homossexuais do Estado do Rio possam se casar para que lhes sejam equiparados direitos dados a casais heterossexuais (pensão, previdência, auxílio moradia, financiamentos especiais…). Ao propor tal processo, Sergio Cabral sabia que caso o Supremo aprovasse seu pedido, automaticamente TODOS os brasileiros gozariam da decisão, já que decisões do Supremo são válidas para todo território nacional sem possibilidade de recurso. O pedido está em fase final de conclusão e será votado em plenário no mês de fevereiro. E, melhor de tudo, a chance de ele ser aprovado é enorme.

Tudo muito bem explicadinho
O relator do processo é o ministro Carlos Ayres Britto. Ele está finalizando sua justificativa, que terá 32 páginas, sobre o assunto, em suas férias. Sua justificativa será apresentada aos outros ministros do Supremo em fevereiro próximo, assim que as férias da Corte terminar. O texto do Ministro deve ser FAVORÁVEL ao casamento gay. É esta informação que corre nos corredores do Supremo. Se essa informação se confirmar, no texto que o ministro redige atualmente ele irá expor os motivos pelos quais acredita que o casamento gay deva ser permitido no Brasil.

É o voto dos outros ministros que decidirá se o casamento passará a ser permitido ou não no país _o voto do Ministro Carlos vale tanto quanto cada um dos outros votantes. Ok, mas vários dos outros dez ministros do Supremo já se posicionaram a favor da matéria em outras ocasiões, como a Ministra Ellen Grace. Além disso, o próprio Ministro Carlos Ayres Britto, conhecido por sua discrição, deixou sub-entendido que o casamento tem grandes chances de ser aprovado no Supremo, já que em decisões recentes e isoladas o Tribunal sinalizou ser favorável à causa. “É um caso em que não tenho prognóstico. Quem sabe teremos uma bela surpresa?”, disse Carlos sobre o assunto.

É práxis entre os Ministros não darem entrevistas sobre processos ainda não votados, como é o caso. O que Carlos diz com essa frase faz alusão a dezenas de Tribunais regionais de primeira e segunda instância espalhados pelo país que já permitiram que homossexuais se casassem. Há decisões do tipo em praticamente todos os estados do Brasil, em especial nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Essas decisões todas são levadas em conta na decisão dos Ministros do Supremo.

Carlos Ayres Britto disse ainda que “se a tese _do casamento gay_ for consagrada, pega todo mundo”. Isso significa que caso o STF julgue procedente o pedido do governador do Rio de Janeiro, eu, você e todos nós poderemos nos casar.

Os ministros do Supremo têm nas mãos o desejo (e o direito) de milhões de brasileiros

Presidência a favor

Nos bastidores do Supremo a aposta é que a maioria dos ministros siga esse entendimento. E tem mais: o Planalto deu um jeitinho de mostrar-se favorável ao tema: a Advocacia Geral da União, que é montada pela presidência, encaminhou parecer ao STF defendendo a posição do governo FAVORÁVEL ao reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo. O texto oficial enviado pelo Planalto aos Ministros lembra que a Constituição protege a dignidade da pessoa humana, a privacidade, a intimidade, e proíbe qualquer forma de discriminação. O texto foi enviado em 2009, com Lula presidente. Mas o parecer da AGU que defende a união gay não foi recolhida pela nova direção da Advocacia Geral da União, agora sob comando de Dilma. Vale lembrar, ainda, que o Supremo Tribunal Federal não cede à pressão de nenhuma corrente pública _nem de evangélicos, nem de católicos, nem de grupos gays. As decisões da Corte são técnicas e constitucionais. Isso significa que os grupos contrários ao casamento gay podem espernear a vontade, de nada adiantará.

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Iphone Cokkie

 

Até parece um pecado comer… neh?

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Mostra Cinema de Moda

Evento gratuito reúne filmes, desfile, palestras e mesas-redondas ligadas ao universo fashion

 Bonequinha de Luxo  é um dos longas-metragens que serão exibidos na Mostra Cinema de Moda

Começa nesta terça, 18, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, a Mostra Cinema de Moda, que em 2011 chega à sua terceira edição. Além dos filmes que serão exibidos, o evento contará com palestras e mesas-redondas gratuitas com a participação de profissionais ligados ao ramo fashion.

Durante o evento, o público poderá assistir a um desfile, que acontece no dia 28, e comparecer às exibições de 30 filmes relacionados ao tema, indicados por um grupo de curadores, entre eles os estilistas Dudu Bertolini e Reinaldo Lourenço. Entre os títulos, se encontram Bonequinha de Luxo, de Blake Edwards, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen, e Juventude Transviada, de Nicholas Ray (veja a programação completa dos filmes aqui). O evento, que tem como objetivo divulgar a cultura da moda na sociedade, integra a programação do Circuito de Moda e Arte e tem apoio da São Paulo Fashion Week.

No dia 25 de janeiro, feriado na capital paulista, interessados poderão acompanhar a palestra “A História da Moda na Cidade de São Paulo”, com o pesquisadores João Braga e Fernando Zelman, na qual será abordada a evolução da moda na cidade – da colonização aos dias atuais. Na mesa-redonda “Novos Talentos da Moda Brasileira”, que acontece no dia 26, Jô Souza (professora de produção de moda do Centro Universitário Belas Artes e FMU) e José Luis de Andrade (professor do Senac Moda) comentam sobre a identificação de novos nomes no meio, considerando o aumento do número de cursos de moda em todo o país. Veja abaixo a lista de palestras e debates que serão realizados:

Mostra Cinema de Moda

18 a 30 de janeiro - Filmes, desfile, palestras e mesas-redondas.

Entrada franca, mediante retirada de senha com uma hora de antecedência.

Informações: www.bb.com.br/cultura

Palestras

Dia 20 de janeiro:

19h30 – “A mídia influenciando tendências”

Com a proposta de abordar os novos mecanismos na comunicação contemporânea, esta mesa apresenta não só temas de relevância para a moda, cinema e arte, como também trata da identificação na mudança de postura e comportamento, refletindo diretamente no consumo e cotidiano de todos nós.

Palestrantes:

Carlos Lima (educador) – coordenador do projeto Imprensa Jovem, projeto ligado à Secretaria da Educação, que fomenta o jornalismo através da participação de jovens repórteres selecionados nas escolas públicas de São Paulo.

Priscilla Brunetti (jornalista) – comentarista de moda da Rádio USP fala sobre o jornalismo de moda narrado, sem artifícios de imagens e vídeos por exemplo.

Dia 25 de janeiro:

16h30 – “A história da moda na cidade de São Paulo”

Engana-se quem acha que moda em São Paulo começou somente a partir dos desfiles da SPFW. Em comemoração aos 457 anos de fundação da cidade, a palestra aborda a história da moda e do comportamento do paulistano, irreverente e com muitas histórias.

Palestrantes:

Fernando Zelman (coordenador da Galeria Central) – em sua apresentação, o produtor cultural faz uma análise da moda contemporânea, através de estudos econômicos, políticos e sociais frentes ao comportamento histórico.

João Braga – apresentará seus estudos sobre a evolução dos vestuários em São Paulo, abordando desde a colonização até os dias atuais.

Mesas-redondas

26 de janeiro:

19h30 – “Novos talentos da moda brasileira”

O Brasil possui o maior número de cursos de graduação em moda e estilismo no mundo. Ao todo são mais de 40 escolas e universidades que oferecem formação em distintos segmentos da moda. Com tantos alunos formados, fica cada vez mais difícil a identificação e promoção de novos talentos.

Participantes:

Jô Souza – professora de produção de moda do Centro Universitário Belas Artes e UniFMU é idealizadora de diversos projetos concebidos junto a universitários

Danilo Blanco – artista plástico e curador vem se destacando como coordenador da Galeria Central. Seus projetos vêm possibilitando o ingresso no mercado de muitos artistas, estilistas, fotógrafos e designers.

José Luis de Andrade – mestre em moda, arte e cultura é docente do curso de graduação em estilismo e modelagem do Senac Moda.

27 de janeiro:

19h30 – “Moda, arte e cinema – fronteiras e conexões”

Com a proposta de abordar as interfaces entre moda, arte e cinema, o debate trata da velha herança que ainda separa o erudito do popular, a moda e a arte, nós e os outros.

Participantes:

Olívio Tavares de Araujo – cineasta e crítico de cinema

Luciano Ramos – jornalista e crítico de cinema

Cecira Armitano – curadora em arte contemporânea independente

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Cadê a cultura??? Cadê a dignidade?

Sem palavras ….. dah o play e já prepara o rivotril que eh tenso …

 

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Garotas Suecas

Vem pessoal o// Eh Rock o// Eh bapho o // Eh Brasel o//
Da esq. para dir., Guilherme Saldanha, Tomaz Paoliello, Sergio Sayeg, Irina Bertolucci, Nico Paoliello e Fernando 'Perdido' Machado Foto: Manoela Miklos ( 						0)
Da esq. para dir., Guilherme Saldanha, Tomaz Paoliello, Sergio Sayeg, Irina Bertolucci, Nico Paoliello e Fernando “Perdido” Machado

Com seis anos de estrada, três EPs, uma estatueta de Aposta MTV e quatro turnês nos Estados Unidos – que renderam elogios nos jornais do baphonico The New York TimesThe Washington Post, o grupo paulistano Garotas Suecas lançou seu primeiro álbum, Escaldante Banda, com ateh com direito a turnê nacional.

Os meninos Guilherme Saldanha (vocal), Fernando “Perdido” Machado (baixo), Sérgio Sayeg (guitarra), Nico (bateria) e Tomaz Paoliello (guitarra) e a menina Irina Bertolucci (teclados) (Irina se deu bem , neh genty?), da Garotas Suecas, começaram tocando no Café Aprendiz, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.

O nome da banda já é uma homenagem a um cantor gringo que eles conheceram interagiram em Foz do Iguaçu, que compôs uma música para algumas garotas suecas que ele conheceu na cidade … explicou o guitarrista Tomaz.

Agora soh uma pergunta Brasel, pq não se faz música para algumas garotas tupiniquins?? Só ipanema basta? #brinks


 

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VAMPIRE WEEKEND

OS INTEGRANTES DA BANDA VAMPIRE WEEKEND NÃO SE VESTEM COMO ROQUEIROS, NÃO SE PORTAM COMO ROQUEIROS, MAS SÃO A SENSAÇÃO DO ROCK ATUAL. QUAL A EXPLICAÇÃO PARA ISSO?
O quarteto Vampire Weekend. Seguindo a trilha de antepassados ilustres, eles hoje fazem sucesso flertando com África, Brasil e Jamaica Foto: Søren Solkaer Starbir ( 						0)

Os membros da banda se conheceram enquanto frequentavam a universidade (Columbia University). Eles próprios produziram seu primeiro álbum depois de se formarem, enquanto faziam muitos trabalhos simultaneamente.
Em 2007, o terceiro single da banda, “Cape Cod Kwassa Kwassa”, foi o 67º colocado na lista de 100 melhores músicas do ano da Rolling Stone.

Membros da banda:
Ezra Koenig (vocalista, guitarrista)
Rostam Batmanglij (teclado, guitarra, 2ª voz)
Chris Tomson (baterista)
Chris Baio (baixista)

Explicar o êxito do grupo Vampire Weekend tem sido uma das tarefas favoritas dos críticos musicais ao redor do globo. Como uma banda de rock que não se veste como banda de rock, não se porta como banda de rock e às vezes não parece sequer tocar rock pode ser a sensação do gênero nesse início de década? Como quatro rapazes caretinhas que até outro dia assistiam à aula na Universidade Columbia, de Nova York, e compunham sobre o que observavam no campus, conquistaram o primeiro lugar na parada da revista americana Billboard? E isso logo na semana de lançamento de Contra, seu segundo álbum, mesmo sem possuir um esquema de divulgação?

A resposta pode estar no lugar mais óbvio: na música do quarteto. Em 2008, quando apareceram com o disco de estreia, Ezra Koenig (voz e guitarra), Rostam Batmanglij (teclados), Christopher Tomson (bateria) e Chris Baio (baixo) tiveram sua equação musical resumida como uma mistura de rock alternativo com música africana. Esses elementos realmente estavam presentes no som do grupo. Mas havia mais. Nos arranjos de cordas, por exemplo, dava para perceber que os integrantes não mencionavam Beethoven e Tchaikovsky em entrevistas da boca para fora. E no segundo CD a banda trata de alargar seu vasto espectro de inspiração.

Cousins, a primeira música a ganhar videoclipe, é basicamente um frevo. Um frevo meio torto, com sinos natalinos e letra nonsense, mas ainda assim um frevo. Horchata, que abre o disco, se destaca pela marimba e outros instrumentos percussivos executados por Mauro Refosco, brasileiro radicado em Nova York que faz sucesso no grupo Forró in The Dark,. Já Diplomat’s Son casa trechos de músicas do grupo de reggae jamaicano Toots & The Maytals e da rapper anglo-cingalesa M.I.A.. O enredo da canção seria inspirado num célebre filho de diplomata que revolucionou o rock no final dos anos 70: Joe Strummer, finado guitarrista e vocalista do grupo The Clash. A letra cita 1981, ano em que o Clash mandou para as lojas o seu histórico álbum triplo Sandinista!.

Joe Strummer e companhia foram apedrejados quando tentaram abrir seu leque sonoro. O Vampire Weekend já nasceu com o leque aberto, flertando com África, Brasil e Jamaica sem o menor pudor — e vem se tornando cada vez mais popular. Vai ver, a ficha só está caindo agora. Foi preciso o Clash peitar os punks com seus dubs, Paul Simon ter levado cascudos da crítica por juntar música africana e pop rock em Graceland, Peter Gabriel ter botado um festival e um selo de world music de pé na raça – ou seja, tanta gente ter esmurrado a ponta da faca – para que hoje o Vampire Weekend chegasse ao topo. Os precursores podem se orgulhar. A bagunça polirrítmica dos seus pupilos é do balacobaco.

A banda está sendo processada em US$ 2 milhões pela garota da capa de seu segundo álbum, “Contra”.

Lançado no começo deste ano, o álbum tem na capa uma foto da garota Kirsten Kennis, tirada em 1983 pelo fotógrafo Tod Brody.

A foto também foi utilizada na campanha de promoção do álbum, e causou muita especulação sobre a identidade da garota.

De acordo com o site TMZ, Kirsten abriu um processo Los Angeles alegando que a assinatura que consta na autorização de imagem do álbum foi forjada.
Kirsten diz que não tinha nem ideia que sua imagem estava sendo usada na capa do álbum, e disse que o grupo nem verificou a legitimidade de sua assinatura.

O vocalista dos Vampire Weekend, Ezra Koenig, disse, em declarações ao NME, que é a primeira vez que qualquer um deles [da banda] é processado e, por isso, “ainda estamos a aprender como funciona”, disse Ezra. O cantor adiantou ainda que “Não há nada que possamos dizer sobre isto. Não estamos a tentar ser misteriosos, mas imagino que nos próximos meses haverá muito que falar sobre isto. Dado que é a primeira vez, nós queremos fazer tudo corretamente.”

A XL Recordings, editora da banda, veio também dizer em comunicado que “Como é prática, os Vampire Weekend e a XL Recordings licenciaram os direitos de autor para usar a fotografia na capa do [álbum] Contra nos termos do contrato que contém representações e garantias que autorizam o uso dessa fotografia. Agora que o processo foi arquivado, estamos ansiosos por ver o caso resolvido em tribunal. Daremos a nossa resposta depois de revistas todas as alegações. Como prática nossa, não avançaremos quaisquer comentários sobre as alegações pendentes neste momento.”

Vampire Weekend em Lisboa, Campo Pequeno.
Quarta (10/11/2010), 22h. Cerca de 4 mil pessoas.

E se recuássemos no tempo até 1986 para dizer a Paul Simon que a fórmula que ele acabara de experimentar em “Graceland” iria ter um eco imenso em 2010? Provavelmente iria ser divertido ver a sua reacção, imaginamos nós dividida entre perplexidade e orgulho. O certo é que a mistura única de pop com world music lançou directamente para o futuro ideias em quem só pegou quem quis – ou quem soube. E este é o caso dos Vampire Weekend.

Imaginem-se quatro recém-licenciados norte-americanos, a residir na mui cosmopolita cidade de Nova Iorque, que sentem no sangue o pulsar da música. Juntam-se em estúdio e o resultado é “Vampire Weekend”, um disco que agarra nas ideias de Paul Simon e une os ritmos de África, os sons exóticas das Caraíbas e as paisagens tropicais da Jamaica a uma estética faça você mesmo, digna do punk nova-iorquino. Com as doses certas de inocência e originalidade, o resultado, inesperado e viciante em 2008, repetiu-se em 2010 com “Contra”. Estava feita uma banda para o futuro, que esta noite conquistou Lisboa.

A ponte começada por Paul Simon está cada vez mais sólida. A worldbeat dos Vampire Weekend em ‘Holiday’, logo a abrir, mostra que a banda sabe bem como agarrar o público português, ansioso por receber o quarteto: com muita energia. E porque é de boas energias que se faz um concerto, toca a lançar ‘White Sky’. Ah, uma delícia este tema que evoca tanto o sol caribenho, como a pop mais refinada dos Animal Collective. A sua postura jovem e elegante – já foram considerados a banda mais bem vestida – ajuda a criar uma identificação imediata com o público, que eufórico faz voar uma bandeira de Portugal para palco. Em jeito de recompensa, Ezra Koenig interpreta ‘I Stand Correctly’ (de ritmo muito rockabilly) de bandeira aos ombros.
Mas é nos arranjos e na integração dos elementos transfonteiriços – cada vez mais globais e esbatidos – que a banda ganha, ao mostrarem-se cada vez mais refinados e apurados. Ouça-se ‘California English’ em regime de apoteose, ou o “musicão” que é «Cousins’ arriscamos dizer que é um hino -, que deixa bem latente a estética punk que reside nos Vampire Weekend. Sempre com um pé em Nova Iorque e outro em África.

Como quem diz «podem respirar um pouco agora», a banda introduz o belo interlúdio (neste festim de energia) que é ‘Taxi Cab’. O toque de classe que o violoncelo de Chris Baio acrescenta é, diga-se de passagem, um mimo. Aproveite-se para fazer dois elogios: ao alinhamento, que foi perfeitamente pensado e balançado; ao público, que hoje tornou este espectáculo bem mais agradável e bonito. Porquê? Porque mostrou em ‘One’ que o concerto do SBSR não foi esquecido. «Blank has got a new face» continuava na ponta da língua de toda a gente e foi o mote para o regresso à festa de traços mais punk que todos queriam.

E ‘Giving Up The Gun’ só ajudou a mostrar a massa de que os Vampire Weekend são feitos. A música não cansa, resulta belíssima em palco e há-de ser das melhores canções pop da década. Nesta altura só não dança quem não quer e ‘Oxford Comma’ aterra quase dionisíca no meio de uma das festas mais coloridas que o Campo Pequeno recebeu.

E o falso final chegou e durou dois minutos. ‘Horchata’, ‘Mansard Roof’ e ‘Walcott’ -outro daqueles temas que fica em loop na nossa cabeça – vieram justificar o elogio de Rostam, o teclista: «vocês são bons cantores». Não, vocês é que são. Voltem quando quiserem, aqui são sempre bem-vindos, Vampire Weekend.

 

Download – Albúm – Contra 2010
Download – Albúm – MTV Unplugged 2010
Download – 1º Albúm – Vampire Weekend

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